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Espaço literário

Cultura palestina é tema do ciclo “Poesia dos Quatro Cantos” nesta sexta-feira

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Neste dia 18 de maio, o Centro Cultural São Paulo promove o evento “Noite Palestina”, que contará com as apresentações da poeta Francesca Cricelli, dos músicos Claudio Rogério de Queiroz, William Bordokan e Sami el Khouri Bordokan e da dançarina Cristina Antoniadis Bordokan, do Pandora Espaço de Danças, parceiro do ICArabe.

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Lançamento do livro de Antonio Nahud Júnior

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Data: 
17/05/2012 - 19:00 - 22:00

Antonio Nahud Júnior lança hoje, em Natal (RN), seu livro de contos "Pequenas Histórias do Delírio Peculiar Humano, ao som do sax de Beethoven e performances de Henrique Fontes e Claudia Magalhães (troféu Cultura de Melhor Diretor e Atriz de 2011).

O evento acontece no Café Salão Nalva Melo (Av. Duque de Caxias, 110).

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Mahmoud Darwish, poesia pela Palestina

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O Professor Michel Sleiman, Presidente do ICArabe, apresenta o poema “Efêmeros em palavras efêmeras”, do  poeta palestino Mahmoud Darwish (na foto), traduzido para o Português.

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Zunái – Revista de poesias e debates

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É possível visualizar todas as faces de um povo expressas em forma de poemas. Versos que revindicam ações em prol dos palestinos.
A revista eletrônica que foi criada no ano de 2003 por Claudio Daniel colhe poemas que retratam diversas visões sobre a Palestina.
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Poesias em homenagem às mulheres

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José Farhat, diretor do ICArabe, preparou com exclusividade alguns versos em homenagem às mulheres. Separamos, também, um poema do brasileiro Carlos Drummond de Andrade.

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"A Poesia de Vanguarda no Brasil e em Portugal"

Data: 
16/03/2012 - 19:30 - 23:00

Um debate sobre o tema e o lançamento do livro "A estética do labirinto: barroco e modernidade em Ana Hatherly" completam o evento que acontecerá na Casa Guilherme de Almeida, no Pacaembu.

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Poesias com Michel Sleiman

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Michel Sleiman, presidente do ICArabe, lançou nesta semana seu blog de poesias. Niúla: Michel Sleiman.

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“Fachadas da Espanha”, do poeta iraquiano Salah Niazi

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Salah Niazi, é o último autor vivo dentre os grandes poetas iraquianos da geração dos anos 1950, que tiveram um importante papel no processo de modernização da poesia árabe contemporânea.

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“Matei Sherazade para que ela pudesse renascer com mais direitos”

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A escritora, jornalista e tradutora libanesa Joumana Haddad esteve no Brasil na última semana para divulgar seu livro “Eu matei Sherazade”, recém publicado pela editora Record. Em debate realizado em 18/11 pelo ICArabe, a editora e a Casa do Saber, Joumana falou sobre sua vida e formação política e intelectual, além de responder perguntas do público.

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ICArabe e editora Record promovem encontro com a escritora libanesa Joumana Haddad

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Poeta e jornalista, uma das mais engajadas representantes da luta pela liberdade feminina no Oriente Médio, Joumana participará de debate na Casa do Saber e de noite de autógrafos de seu livro “Eu matei Sherazade", na Livraria da Vila.

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Professor da Universidade de Zaragoza debate arabismos nas línguas portuguesa e espanhola

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Michel Sleiman, professor do Departamento de Letras Orientais da USP e diretor do ICArabe, comenta os temas discutidos na palestra do Prof. Federico Corriente, realizada em 21 de outubro, no Instituto Cervantes.

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Lançamento dos Cadernos de Subjetividade 2011 - São Paulo (SP)

Data: 
27/10/2011 - 20:00 - 23:00

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Poeta árabe Adonis recebe Prêmio Goethe

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Poeta árabe Adonis recebe Prêmio Goethe
O poeta sírio-libanês Adonis recebeu em Frankfurt o Prêmio Goethe. O júri homenageou o escritor por ter "transposto as conquistas do modernismo europeu aos círculos culturais árabes".
 Um luto profundo e um pavor devido à perda de humanidade permeiam o poema Nova York, de Adonis, parte do ciclo Tempo entre rosas e cinzas, que o autor recitou durante um festival em Berlim, no ano de 2003.
Adonis, cujo nome verdadeiro é Ali Ahmad Said Esber, nasceu em 1930 em Kassabin, uma pequena aldeia localizada no noroeste da Síria. Quando criança, ganhou uma bolsa de estudos concedida diretamente pelo então presidente do país, que o possibilitou frequentar uma escola de ensino médio. O presidente, na época, durante uma visita ao norte da Síria, ficou impressionado com a capacidade do garoto recitar poesias.
Durante seus estudos de Filosofia na Universidade de Damasco, Adonis aprofundou-se em questões relacionadas à tradição árabe-islâmica de formação intelectual. Foi quando começou a escrever poemas em estilo clássico, sem, contudo, publicá-los de imediato. Somente quando adotou o pseudônimo Adonis, o nome do deus greco-fenício da fertilidade, é que começou a obter sucesso.
"O poeta mais importante"
Depois de passar um ano na prisão por causa de suas atividades políticas em Damasco, Adonis fugiu para Beirute, onde casou-se com Khalida Said, que mais tarde se tornaria uma das críticas literárias mais importantes do mundo árabe. No Líbano, trabalhou como professor e jornalista, tendo mantido contato com um grupo de artistas, escritores e exilados políticos. Foi também ali que conheceu a literatura internacional.
O início de sua carreira literária se deu, mais tarde, com o lançamento de seu terceiro livro de poesia, Cantos de Mihyâr, o Damasceno, publicado no início dos anos 1960. A partir de então, Adonis tornou-se conhecido e sua obra poética passou a ser considerada significativa. Em 1973, escreveu uma tese de doutorado sobre O estático e o dinâmico, que se tornou uma das fontes mais importantes de poesia árabe desde o período pré-islâmico.
Adonis é um escritor com leitores em 22 países, cujo estilo moderno e ao mesmo tempo elegante é admirado por muitos literatos do mundo árabe. Ele influenciou a poesia do Oriente Médio ao norte da África, tendo se libertado da tradição poética árabe através da construção de novas formas. O escritor marroquino Taher Ben Jalloun afirmava, em 1982, ao diário francês Le Monde, que Adonis seria "o poeta vivo mais importante da lírica árabe moderna".
Visão de mundo profética
Adonis é também um pensador internacional, com obras traduzidas para diversos idiomas. A primeira tradução de um livro de sua autoria para o alemão aconteceu em 1989, com A árvore do Oriente. A esta sucederam-se Festa fúnebre para Nova York (1995) e Cantos de Mihyâr, o Damasceno (1998).
Do ponto de vista político, o escritor manteve sua postura crítica, com uma visão de mundo quase profética. Em entrevista à Deutsche Welle, no ano de 2001, ele assim previa o futuro do mundo árabe: "Se as relações políticas não mudarem na região árabe, se os donos do poder não pensarem no povo, se eles passarem todo o tempo pensando apenas em permanecer no poder, vamos então vivenciar catástrofes imprevisíveis".
Lembrando Goethe
Adonis é defensor aberto de uma postura laica e se diz convencido de que apenas a secularização da sociedade levará a cultura e a política árabes adiante. Ao semanário alemão Die Zeit, ele declarou em 2002: "Sempre quando a religião não impõe nada, a cultura árabe é magnífica. Tudo o que é isento de religião na cultura árabe é extraordinário". Sua poesia, publicada em livros, periódicos ou palestras, é vista por ele próprio como um projeto cultural civilizatório, capaz de reescrever e redefinir a história árabe.
Hoje, Adonis vive entre Paris e Beirute. O Oriente e o Ocidente, acredita o escritor, encontram-se sobretudo na arte e na poesia. Como dizia Goethe, lembra ele, "quem conhece a si mesmo e também o outro, irá reconhecer que o Oriente e o Ocidente não são mais separáveis". É Adonis quem também reconhece que "Leste e Oeste talvez sejam conceitos mais distintos do ponto de vista ideológico que geográfico".
Autora: Lina Hoffmann (sv)
Revisão: Carlos Albuquerque
Fonte: Deutsche Welle

O poeta sírio-libanês Adonis recebeu em Frankfurt o Prêmio Goethe. O júri homenageou o escritor por ter "transposto as conquistas do modernismo europeu aos círculos culturais árabes".

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"Hierarquia dos povos", de Sâ’id Alandalusî, ganha tradução inédita em português

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"Hierarquia dos povos", de Sâ’id Alandalusî, ganha tradução em português
Safa Jubran, professora de Língua Árabe na Universidade de São Paulo, acaba de publicar a tradução em português do livro "Hierarquia dos povos", de Sâ’id Alandalusî (Amaral Gurgel Editorial). O lançamento aconteceu na última segunda-feira, 29 de agosto, na Livraria da Vila, em São Paulo.
Nascido em Almeria, em 1029, onde iniciou seus estudos, completados mais adiante em Córdoba e em Toledo, o autor é conhecido como Sâid Alqurtubî (o cordobês), Sâid Attulaytulî (o toledano) e, entre os orientais, como Sâid Alandalusî, o espanhol.
Embora dominasse várias áreas do saber, destacou-se como historiador das ciências. As biografias elaboradas por ele, as quais resultaram neste livro, representam um instrumento imprescindível para o estudo da ciência antiga e medieval. 
Este livro é uma das quatro obras do autor e a única cujo texto sobreviveu; dele sabe-se da existência dos outros três. Trata-se de uma das primeiras histórias das ciências em língua árabe. 
Leia abaixo uma entrevista com Safa Jubran sobre o livro e seu processo de tradução.
Esta é a primeira tradução do livro "Hierarquia dos Povos" para o português?
Para o português, sim. Há uma tradução francesa, uma inglesa e uma espanhola. Na Introdução, analiso rapidamente cada uma delas, mencionando suas qualidades e falhas.
Como foi realizado o processo de tradução? Foi utilizado somente o texto original em árabe ou também traduções em outros idiomas?
Usei três textos árabes, nenhum deles é confiável, isto é, nenhum deles teve uma boa edição. Aliás, mesmo sendo reconhecidamente um dos textos clássicos mais importantes, não mereceu até agora nenhuma edição boa. Usei para o cotejo também um manuscrito da British Library numa datação posterior. Exatamente, estes três textos, mais as três traduções foram trabalhadas no livro; mas para a tradução, parti de um dos textos árabes, que julguei menos problemático. Durante a tradução, quando o texto apresentava problemas ou equívocos, eu cotejava com os outros textos e outras traduções e citava cada uma em nota de roda-pé.
De que forma o texto original foi preservado? Há alguma explicação sobre o fato de somente esta obra de autoria de Sâ’id Alandalusî ter sobrevivido?
Existem várias copias manuscritas deste livro, de épocas diferentes, em várias bibliotecas e coleções pessoais, algumas são acessíveis, outras não. Não se sabe por que este livro sobreviveu e os outros não, existem hipóteses e conjunturas, que não vêm ao caso agora pelos detalhes que podem apresentar. Mas é interessante saber deste livro que além de suas obras que não sobreviveram, sabemos de outras obras por outras pessoas que também não chegaram até nós, e aqui está um dos aspectos que constitui a importância desta obra.
Qual a importância desta tradução para o resgate e memória da cultura árabe e sua história?
Antes de tudo, é um obra de referência importantíssima da história das ciências produzidas até então (séc. XI), uma vez que resgata as produções dos antigos, os tipos de conhecimento cultivado por um dado povo. Trata-se na verdade de uma história universal, não só do povo árabe, que, neste livro, é contemplado por uma capítulo só.
A estrutura do livro que é interessante e original. O autor diz que os povos originais do mundo habitado eram sete: os persas, os caldeus, os gregos, os coptas, os turcos (várias etnias), os indianos e os chineses. Estes, segundo o autor, se dispersaram, suas línguas se ramificaram e também suas religiões, mas que, apesar das diferenças marcadas, podem ser divididos em duas classes: uma que se interessava pela ciência e outra não. Àquela classe que produziu e propagou conhecimento, o autor dedica o livro, elaborando um capítulo a cada um de seus constituintes, a saber: os indianos, os persas, os caldeus,os gregos, os bizantinos, os egípcios, os árabes e os hebreus. Sendo assim, os árabes mereceram um capítulo dentro desta pequena história das ciências. Como disse, a importância do livro não se restringe a cultura árabe mas a cultura universal.

Safa Jubran, professora de Língua Árabe na Universidade de São Paulo, acaba de publicar a tradução em português do livro "Hierarquia dos povos", de Sâ’id Alandalusî, obra imprescindível para o estudo da ciência antiga e medieval. 

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Safa Jubran lança tradução do livro "Hierarquia dos povos", de Sâ’id Alandalusî

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Safa Jubran lança tradução do livro "Hierarquia dos povos", de Sâ’id Alandalusî
A noite de autógrafos acontece na próxima segunda-feira, a partir das 18h30, na Livraria da Vila (R. Fradique Coutinho, 915, Vila Madalena). 
Na próxima segunda-feira, 29 de agosto, a professora Safa Jubran lança a tradução do livro "Hierarquia dos povos", de Sâ’id Alandalusî. A noite de autógrafos acontece das 18h30 às 21h30, na Livraria da Vila (R. Fradique Coutinho, 915, Vila Madalena).
Nascido em Almeria, em 1029, onde iniciou seus estudos, completados mais adiante em Córdoba e em Toledo, o autor é conhecido como Sâid Alqurtubî (o cordobês), Sâid Attulaytulî (o toledano) e, entre os orientais, como Sâid Alandalusî, o espanhol.
Embora dominasse várias áreas do saber, se destacou como historiador das ciências. As biografias elaboradas por ele, as quais resultaram neste livro, representam um instrumento imprescindível para o estudo da ciência antiga e medieval. Sâid Alandalusî morre em Toledo aos 42 anos, em 1070.
Este livro, Tabaqât alumam, é uma dos quatro obras do autor e a única cujo texto sobreviveu; dele sabe-se da existência das outros três. São muitas as fontes do historiador, entre elas destacam-se o historiador árabe Alhamadhâni; o letrado e historiador Ibn-Qutayba Addînawar; o astrônomo persa Abu-Ma’char Albalkhî; o notável historiador e geógrafo Almas’ûdi; o erudito livreiro bagdali Ibn-Annadîm; os filósofos Alkindî e Alfarâbi; o tradutor e estudioso Hunayn ibn- Ishaq; e a tradução árabe de Alamgesto de Ptolomeu.
Trata-se de uma das primeiras histórias das ciências em língua árabe. O autor divide o mundo habitado em sete povos originais: os persas, os caldeus, os gregos, os egípcios, os turcos, os indianos e os chineses.  Esses povos, por sua vez, são divididas em duas classes: uma que contribuiu para o conhecimento intelectual e científico, e a outra que não cultivou as ciências, ocupando-se de tarefas e artes manuais.
A primeira classe abarca oito povos: os indianos, os persas, os caldeus, os gregos, os romanos/bizantinos, os egípcios, os árabes, e os israelitas. Uma parte do livro é dedicada a cada um desses povos e aos conhecimentos que cada um desenvolveu, seus autores e obras.  

A noite de autógrafos acontece na próxima segunda-feira, a partir das 18h30, na Livraria da Vila (R. Fradique Coutinho, 915, Vila Madalena), em São Paulo.

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Dicionário Árabe-Português é resultado de 40 anos de trabalho

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Dicionário Árabe-Português é resultado de 40 anos de trabalho 
O Monsenhor Alphonse Nagib Sabbagh é um dos maiores estudiosos do árabe do país. Nascido no Líbano, veio para o Brasil em 1957. Criador do Setor de Estudos Árabes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, dedicou sua vida à divulgação do idioma e da cultura de seu povo. No início deste ano, lançou o Dicionário Árabe-Português pela editora Almadena, obra a qual se dedicou por quarenta anos. 
Na entrevista abaixo, Monsenhor Alphonse Nagib falou ao ICArabe sobre a importância do idioma árabe, falado por mais de 300 milhões de pessoas, entre outros temas. 
O senhor lançou recentemente o Dicionário Árabe-Português. A qual público se dirige a obra e qual sua importância para o estudo do idioma árabe por falantes de português?
O Dicionário Árabe-Português, em primeiro lugar, se dirige aos leitores das línguas árabe e portuguesa, sem distinção.  Naturalmente, o interesse da cada grupo é diferente, de acordo com as suas necessidades.
Além do mais, a língua árabe tem fundamental importância na formação do léxico português e ocupa, também, lugar de destaque como uma língua de cultura, pela qual foram e são veiculados conhecimentos de toda a ordem.  
Deve-se considerar, também, o grande número de falantes, mais de 300 milhões, e aqueles que usam a língua do Profeta Muhammad, como instrumento litúrgico, cerca de 1 bilhão e 300 milhões de muçulmanos.  A partir desse ponto de vista, os árabes são ampla minoria entre os usuários de seu idioma natal.
Como foi o processo de produção do Dicionário? Quanto tempo o senhor levou neste trabalho? Houve colaborações de outros estudiosos e pesquisadores do idioma árabe?
O Dicionário é uma obra que nasceu naturalmente, decorrente da necessidade de apoio didático para o ensino do árabe na UFRJ.  O trabalho durou 40 anos e contou com o apoio institucional da UFRJ e com a colaboração de professores e de alunos do Setor de Estudos Árabes.  O trabalho lexicográfico não tem fim e nunca é completo. São necessários ajustes, atualizações e, por isso, é importante sua vinculação à uma instituição oficial.
O senhor possui larga experiência acadêmica e é criador do Setor de Estudos Árabes da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Como avalia a forma com que a cultura e o idioma árabes têm sido divulgados no Brasil? Essa divulgação ainda é restrita ao ambiente acadêmico ou tem extrapolado para outros setores da sociedade?
No mundo contemporâneo, cada vez mais, impõe-se a necessidade do conhecimento do outro.  Os países árabes estão em evidência e presentes nos noticiários diários.  O brasileiro, em geral, tem curiosidade em se aprofundar em questões internacionais, que ocupam as manchetes.  Há, também, uma política de aproximação entre os governos dos países da América do Sul e dos países árabes, em busca de mercados alternativos.  Creio, assim, que há vários motivos para o aumento crescente pelo interesse da cultura árabe no Brasil.
Qual a importância da existência de editoras, institutos e demais instituições voltadas à promoção da cultura árabe no Brasil? 
Eu,que cheguei ao Brasil em 17 de novembro de 1957, em missão religiosa, recebi do Patriarca Melquita Maximus Saiegh a incumbência de divulgar a língua árabe no País.  Fiz o que me foi possível.  Vejo com muita alegria os avanços dos Centros de Estudos Árabes da USP e da UFRJ, produzindo trabalhos de qualidade, que envaidecem qualquer imigrante árabe. 
Com satisfação, constato segmentos editoriais voltados para a publicação da produção acadêmica sobre a língua, a literatura, a cultura árabe e árabe-brasileira. Parabenizo, também, o ICArabe por sua capacidade de difundir a cultura árabe entre os brasileiros, sem partidarismo inócuos, sendo porta-voz dos vários segmentos, que compõem a sociedade árabe no Brasil, possibilitando o diálogo livre, democrático e o debate de ideias.
Gostaria,por fim, de informar, aos interessados na aquisição do Dicionário Árabe-Português, que poderão adquiri-lo, com significativo desconto, pelo site:  www.almadenaeditora.com

O Monsenhor Alphonse Nagib Sabbagh é um dos maiores estudiosos do árabe do país. Nascido no Líbano, veio para o Brasil em 1957. Criador do Setor de Estudos Árabes da Universidade Federal do Rio de Janeiro, dedicou sua vida à divulgação do idioma e da cultura de seu povo. 

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Marcia Camargos recebe título de cidadã paulistana

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Título de Cidadã Paulistana para Marcia Camargos
 
A escritora Marcia Camargos, ganhadora dos prêmios Jabuti e Livro do Ano de 1998, receberá o Título de Cidadã Paulistana, na Câmara Municipal de São Paulo, por iniciativa do vereador Eliseu Gabriel. A jornalista e escritora atua reconhecidamente no resgate da memória cultural da cidade, prestando, inclusive, consultoria histórica para duas minisséries da TV Globo.
 
‘‘Marcia é uma pesquisadora que contribui amplamente a favor da nossa cultura e história, tão esquecida nos dias de hoje. É o tipo de postura que devemos incentivar e, por isso, resolvi conceder esse título’’ explica o vereador Eliseu Gabriel.
 
Marcia é biógrafa do maior escritor infantil brasileiro, Monteiro Lobato. Ela relatou momentos importantes da história paulistana em livros, como o ‘‘Villa Kyrial: crônica da Belle Époque paulistana,’’ tema defendido na USP durante o doutorado. Essa profissional também integra o Conselho Editorial da Expressão Popular, que incentiva e produz livros a baixo custo para movimentos sociais. Membro do Icarabe, também participa da Frente de defesa do Povo Palestino. 
 
A homenagem será entregue no dia 17 de junho, às 19h00, no Salão Nobre da Câmara Municipal de São Paulo, Viaduto Jacareí, nº 100, 8º andar.
 Receber este título é uma honra enorme, que se torna ainda maior por ter sido proposta por alguém que, assim como o nosso mestre Florestan Fernandes, que até hoje nos inspira, teve sua vida e militância política pautadas na defesa da educação e no combate às injustiças sociais. Apesar do respeito e da estima que tenho pela minha mineiridade, creio que a melhor coisa que meus pais fizeram foi terem saído de Minas e vindo para a capital paulista, pois escapei de uma ambiente naquela época sufocante e restritivo. São Paulo, por sua vez, pode se tornar surpreendentemente calorosa e acolhedora para os que não se deixam aniquilar pela sua grandeza. Muito cedo eu aprendi que, na minha nova cidade, eu precisava decifrar o enigma para não ser devorada. E por meio dos livros, que fui lendo e depois escrevendo sobre a sua história cultural, Monteiro Lobato, Semana de 22, modernismo, Teatro Municipal e Pinacoteca, consegui ir desconstruindo a imensidão na qual as massas anônimas se perdem para encontrar o equilíbrio na elegância discreta de suas meninas, atravessando com segurança a esquina da Ipiranga com a avenida São João. Espero, portanto, continuar merecendo a confiança deste lugar que recebeu a mim e à minha família, onde desenvolvi minhas atividades e minha atuação política. Uma cidade que desde sempre adotei como minha e que agora, oficialmente, com este título, me acolhe como uma de suas filhas legítimas".  
Flip:
Mesa 2 : Marco zero modernista - debate com Gonzalo Aguilar às 15 horas do dia 7, quinta-feira na Tenda dos Autores
 Debate com Gonzalo Aguilar 
Gonzalo Aguilar
m o espírito futurista e as contradições político-estéticas que eclodiram com a urbanização do país. Pesquisadores de nossa modernidade histórica e literária mostram as múltiplas facetas do poeta nativista que escreveu painéis romanescos e romances cubistas.
 

A escritora Marcia Camargos, ganhadora dos prêmios Jabuti e Livro do Ano de 1998, e colaboradora do ICArabe, recebeu o Título de Cidadã Paulistana, na Câmara Municipal de São Paulo, por iniciativa do vereador Eliseu Gabriel.

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